Gato PALHEIRO

Leopardus tigrinus

Família

Pertence à ordem carnivora e à família felidae. Carnívoros contém 240 espécies em 7 famílias. 2 não existem no novo mundo: hienas (hyenidae) e mangustos (viverridae). São divididos em duas sub-ordens: Canniformia (cães, ursos, guaxinins e doninhas) e Feliformia (gatos, mangustos e hienas). Todas as espécies comem carne, mas muitas são onívoras e algumas sazonalmente frugívoras.

Felinos são os mais especializados ao consumo de carne da ordem carnívora e, correspondentemente, tem a dentição especializada. Os felinos tem como característica o esqueleto adaptado para saltar, todos tem 4 dedos nas patas traseiras e cinco nas dianteiras, com o primeiro da dianteira não tocando o chão. Com exceção do guepardo, todos tem garras retráteis, que geralmente são recolhidas durante a caminhada, e portanto, se mantém constantemente afiadas. As marcas das garras quase nunca são visíveis nas pegadas dos felinos, algo que as diferencia das pegadas dos cães. Todos tem boa audição e excelente visão noturna. A superfície de suas línguas tem papilas que dão um aspecto de lixa, ajudando a raspar a carne das presas dos ossos e no processo de auto limpeza. Já o olfato não é tão bom como na maioria dos outros carnívoros, raramente ajudando na localização de presas, mas importante na comunicação entre indivíduos como na demarcação de territórios e usados por fêmeas para avisar machos que estão prontas para acasalar.

 

Características

Tem 42 a 79cm de comprimento, cauda mede de 23 a 33cm e pesa de 1,7 a 3,7Kg. A cauda é relativamente curta e bem peluda, às vezes com faixas pretas.

 

Comportamento

Encontrado na maior variedade de habitats que qualquer outro felino sul-americano, mas principalmente em áreas abertas. São principalmente terrestres e noturnos.

 

Alimentação

Alimentam-se de pequenos mamíferos, preás, roedores e aves terrestres.

 

Gestação

Gestação dura 80 a 85 dias, com tamanho médio da prole de 1,3 filhotes.

 

Conservação

Ocorre dos Andes do Peru e Equador até o sul do continente sul-americano, do nível do mar a até 4.800 metros. No Brasil há registros no Rio Grande do Sul, Brasil Central e Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Classificada como quase ameaçada pela IUCN, foi caçada por sua pele nas décadas de 70 e 80 mas hoje é relativamente comum em muitas áreas.